Biografia

Nem sempre tudo é como se diz, ver em cada coisa boa outra pra não parar de ser feliz.

É assim que George Lunna se expressa: verso impactante. Compositor, letrista com maturidade poética. Nasceu em Salvador-BA e começou a compor na adolescência.

No decorrer de sua carreira participou de festivais em São Paulo e em Salvador, além de fazer shows nessas cidades, no interior da Bahia e em Aracaju. O artista que compõe desde a adolescência, gravou seu primeiro CD “ Criação” em 2006. O álbum foi lançado, apenas pela internet, a pedido do artista, que está sempre atento às mudanças. Teve boa repercussão perante o público. Trouxe baladas, bossa, samba, canção regional, rock e música experimental. Versátil, George Lunna não se intimida com os gêneros, explora ritmos, uma arte musical engajada. Assim, mostra sua personalidade inquieta, traduzindo em boa performance no palco.

O artista depois de ter explorado seu primeiro CD, denominado “Criação” em que fez bastantes apresentações, começou a fazer o show Híbrido. O chamou assim, pelo fato de ter feito a música com este nome, que também ressaltava a palavra, uma poesia densa, cercada por sons experimentais. O show repercutiu bem e por 4 anos passou a viajar com Híbrido pelo Brasil. George Lunna, em 2013 na capital paulista, inquieto e criativo, dirigiu e atuou no espetáculo em que chamou de : Artebilizar. Misturou, música, contação de história, pintura e poesia.

Fez no segundo semestre de 2014, numa casa noturna da capital paulista, uma amostra preparatória do seu mais novo show: Disritmia. O lançou, em seguida, no teatro em Salvador. Neste trabalho o compositor explora a variedade ritmica e traz letras com maturidade poética, como em Manhã, rock que fez em homenagem à capital paulista:

"Quero a humanidade, a antimatéria, expandindo por todas as partes, semeando vida, pra esta morte coletiva”

Aqui, um trecho das palavras do artista comentando seu novo trabalho: Disritmia.

O dicionário diz: disritmia. Distúrbio de ritmo, como, do ritmo cardíaco, cerebral, etc. Incrível como as pretensões sonoras ou sentimentos pela música faz com que esqueçamos o significado literal da palavra. Quando pensei em criar o show Disritmia nem por perto passou na minha cabeça o peso que trazia essa palavra, embora soubesse o significado, o sentimento deslocou o peso e assim deve ser na arte.

Um trabalho engajado, mesmo que passe por alguns experimentos, não deve nem precisa soar tosco ao ouvinte-expectador, não devemos esquecer a beleza. Recentemente, li uma entrevista de David Banner que falava sobre a música e a internet e pensei: nossas opiniões corroboraram-se não só nas questões musicais que se referem à beleza na arte, mas também sobre o uso da internet em relação à exploração musical e a criação neste momento.

Disritmia não só tem pretensões sonoras, mas também preocupações profundas com os problemas que permeiam a humanidade e em particular o Brasil. O prefixo “diz” pode dialogar com “des” e entre “desaprender”, “desconsertar”, “desorganizar”, “desnominar”, elocubrar e promover discussões não somente de vanguarda, mas as emulações que afligem a alma humana, o nosso momento, a política, as segmentações das classes, as formações de grupos, o sistema de vigilância tão discutido por Foucault em sua filosofia, a internet e as artes.  Disritmia, uma proposta estética poético-musical, um diálogo, uma profusão sonora, os experimentos, o rock, o frevo, o samba, a bossa, o afrobeat, o xote e as palavras: tenho a alma de asas ritmadas por versos.