Artecnológica
Minha vontade, sempre, é de fazer uma arte com sentido estético universal, usando tudo que me é fornecido pela política global-tecnológica, se assim, posso chamá-la, que se coadune com o tempo, possa manifestar sua qualidade um pouco contrária à arte business e suas obrigações com o livre-comércio artístico, centrada num capital, cheia de intenções em formar estrelas. Um pouco de reflexão como esta, não deve-se deixar de mencionar as propagações e mudanças promovidas pelo cinema hollywoodiano, influenciando também a música e nomes de talentos internacionais como Elvis Presley, reconhecido pelo show business.
Aqui no Brasil, Roberto Carlos e tantos outros espalhados pelo mundo, formaram um despertar de um novo momento da cultura midiática, impulsionada pelo dinheiro, se aproximando da televisão, que passou a lançar artistas com a intenção de torná-los fenômenos de massa, muitas vezes, também de sucesso efêmero, como vemos hoje em muitos programas, que surgem tentando massificar a arte musical com a mera preocupação da alta audiência.
Acredito que, pela atual conjuntura globalizada, a expansão tecnológica, o surgimento da internet, promovem um novo meio de comércio e divulgação para os artistas, mas a arte fora do perfil business, ainda encontra-se espremida entre o esquecimento e o descaso, pois não cai no gosto da massificação, portanto aí está a grande questão: o que fazer e como se fazer a arte fora deste circuito puramente comercial?