Tempo

Tempo

Calma, em andamento as coisas te hospedam, esquece teu nome, vira a esquina de grandes mistérios, segue por ruas, recintos, avenidas, caminha alheio a qualquer desamparo e deixa que as linhas sinuosas do futuro possam te levar.

A vida, incompreensivelmente, se transforma: as pedras nos caminhos viram pó, a lagarta que sai do casulo ganha asas para voar e tu que podes sonhar, desfaz a dura substância do tempo! Recusa teu paletó, sapatos e gravatas, sofrer não é privilégio, despe de todo acontecimento, da tua moldura na parede, do tempo que insistes lembrar!

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